domingo, 12 de outubro de 2014

Encontros Inusitados



            Porto Alegre é uma cidade relativamente pequena. Andando pela Cidade Baixa nós sempre acabamos encontrando alguém conhecido. Esses encontros geram novos encontros, pois quando estamos acompanhados acabamos apresentando amigos aos amigos que encontramos pelo caminho e a coisa vai por esse lado.
            Ontem aconteceu uma situação engraçada. Duas pessoas que já deveriam se conhecer, mas não se conheciam acabaram se encontrando.
            Uma amiga e eu estávamos de boa sentados em uma café da República esperando para fazer um pedido. A minha amiga, formada em psicologia havia acabado de sair de uma prova para seleção de mestrado e estava desolada, pois achava que tinha ido muito mal na prova de línguas. Enquanto aguardávamos a garçonete nos atender uma conhecida minha que eu já não via há muito tempo passou e me olhou com aquela cara de "eu te conheço de alguma lugar, mas não lembro bem de onde." Não precisou de mais do que alguns segundos para que lembrássemos que costumávamos nos encontrar nos meetings do Couchsurfing em 2009. Depois disso, eu saí de Porto e nunca mais nos vimos pessoalmente.
            A conversa foi tímida no início. Minha amiga elogiou o vestido da garota que havia chegado e as duas começaram a conversar. Pronto, não precisou mais do que alguns minutos para que as duas se identificassem. Eram praticamente duas almas gêmeas separadas pelo destino até aquele momento que acabavam de se encontrar. As duas são formadas em psicologia, trabalham na mesma Universidade em departamentos diferentes, conheciam as mesmas pessoas, colecionam os meus tipos de objetos, tem predileções pelos mesmos tipos de filme e tem as mesmas ideias sobre qual negócio montariam para ganhar dinheiro. Enfim, uma porção de pontos de convergência. Quantas vezes aquele encontro não foi possível, entretanto nunca se concretizou? Para completar, o namorado da garota do CS ainda era o melhor amigo do cara que havia morado um ano na casa da minha amiga.

            Saímos do café, fomos na casa dela, conhecemos o namorado, bebemos cerveja, tocamos gaita, brincamos de carrinho de controle remoto, atropelamos o boneco do Freud, trocamos dicas de fotografia, contei algumas histórias de viagem e falei sobre a vida no navio em que trabalhava. Depois algumas horas de diversão por lá, minha amiga e eu saímos para não atrapalhar ainda mais os planos daquela noite do casal. E assim, de maneira espontâneas duas pessoas com gostos tão semelhantes se reconheceram. Espero que esse tenha sido apenas o início de um boa amizade entre as duas.

2 comentários:

Madalena Hallmann disse...

Historia bonita...

Madalena Hallmann disse...
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